• Luana Pegorin

Resenha – O Cão dos Baskervilles, Arthur Conan Doyle.

Atualizado: Jan 2


Quando a lenda dos Baskervilles é contada, não há ninguém que não pense que a chave do mistério esteja ligada ao sobrenatural ou a algo demoníaco. Tudo começou por Hugo Baskerville, um homem prepotente e egoísta, que certa vez, prendeu uma jovem em sua mansão para realizar planos sórdidos com ela. Quando a menina consegue escapar e adentra o pântano, o que daria início a uma perseguição, Hugo é incentivado por seus amigos, bêbados por sinal, a tentar recuperar a garota. Porém, quando seus amigos notam sua falta e o procuram na mata, presenciam uma cena horripilante: Os dois corpos mortos violentamente, e em cima de Hugo havia um cão grotesco. Isso foi o suficiente para que se espalhasse a lenda da maldição dos Baskerville, pois todos os outros membros da geração acabavam mortos misteriosamente quando iam para o pântano desacompanhados e principalmente pela noite.


Sir Charles Baskerville, um homem de idade avançada e com problemas de saúde, que jamais saía pela noite, acreditando na lenda que assombrava sua família, é encontrado morto por insuficiência cardíaca em pleno pantanal. Omitido pelo Doutor Mortimer para não dar ao povo motivos de preocupação, é o fato de que havia pegadas gigantes de uma fera na cena do crime, ao lado de Sir Charles.


Seria o famoso e tão temível Cão dos Infernos responsável por mais essa morte?



Desesperado, Dr. Mortimer pede para que Holmes venha resolver o caso, ou achar uma alternativa concreta em vez do cão sobrenatural. Não omitindo os fatos para o detetive, Holmes encara um mistério que não envolve somente uma geração inteira, mas também personagens externos ao conflito que lhe serão valiosas fontes de informações, e lidará com superstições e visões esquisitas que o povo já teve sobre a fera.


Não podendo partir de imediato, Holmes manda Watson para a mansão dos Baskerville para proteger o último herdeiro da família, Sir Henry, um jovem espirituoso que diz não temer a maldição de sua família, e quer estar disposto a habitar a casa cercada pelo pântano.



Arthur Conan Doyle certamente conseguiu realizar aqui um mistério com magia, lógica, e acima de tudo coerente e enigmático. Com um final surpreendente e revelações que ninguém esperava, Holmes dá a cartada final conseguindo explicar toda a maldição e a origem dessa fera misteriosa. A leitura se torna, a cada página, um convite para a próxima, da qual não conseguimos recusar, pois o suspense bem planejado é evidente. Temos também um destaque maior ao Dr. Watson, além do livro também ser narrado por ele. É um suspense maravilhoso, e de leitura agradável, com certeza você não se decepcionará.

13 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo