• Luana Pegorin

Resenha - A Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne

Atualizado: Jan 2

Um livro leve, com boas doses de humor, aventura e romance!



Phileas Fogg, um cavalheiro tipicamente britânico, metódico e misterioso, com uma rotina diária perfeitamente bem cumprida, é membro de um renomado clube inglês, o Reform Club. Em mais uma noite como outra qualquer, jogando whist com seus colegas, e entre as longas horas de conversa, surge um assunto interessante, levando em consideração os transportes e a tecnologia da época: Seria possível dar a volta ao mundo em 80 dias? Ou quem sabe menos?


Seus amigos estão certos de que isso nunca poderia acontecer, porém seus argumentos não convencem Phileas Fogg, que após debater com eles, decide mostrar que é possível dar a volta ao mundo contra o tempo e que os imprevistos da viagem podem ser suprimidos por um homem calculista e pontual como ele. Apostando metade de sua fortuna, 20 mil libras, que perderá caso não consiga estar no Reform Club daqui a exatos 80 dias, Phileas parte na mesma noite, com uma mala demão, poucas roupas, muito dinheiro e a confiança de que voltará vencedor da aposta



“- Um bom inglês não brinca jamais, quando se trata de uma coisa tão séria quanto uma aposta, respondeu Phileas Fogg".


Jean Passaportout, seu criado francês recém-contratado, que esperava de seu patrão sua rotina tranquila, é pego de surpresa ao saber que também deverá embarcar nessa aventura. Passaportout, no início, desacreditado na viagem e crente de que seu chefe está endoidecendo, é o elemento cômico usado pelo autor para aumentar mais ainda nossa vontade de embarcar junto a eles nessa viajem que trará muitas surpresas, romances, críticas culturais e até mesmo uma reviravolta da qual se encaixam todos os fatos.


Partindo de Londres e passando por países como o Egito, Índia, China, Japão, Estados Unidos e finalmente de volta a Inglaterra, a diversidade cultural de cada um desses destinos é muito bem retratada, nos levando a refletir sobre como a nossa sociedade vivia no séc. XIX. Também podemos notar a percepção que os Ingleses tinham sobre os Indianos, os quais colonizavam na época. Outra observação acentuada é a civilização Japonesa sofrendo com o ópio mandado pelos Ingleses.


De fato, é um dos seus livros mais famosos e distribuídos, adaptado até para as obras cinematográficas, já que não temos debates científicos aprofundados, nem termos técnicos detalhados, como a maioria de suas obras, e sim uma narrativa leve com desafios interessantes e boas doses de humor. É um daqueles livros que você torce até o ultimo instante para um final feliz, pois sente o quão bem os personagens te acolheram para a história. Entretanto, a visão futurista do Pai da Ficção Científica continua presente nos pequenos detalhes, como campainhas elétricas na casa do senhor Fogg.



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