• Luana Pegorin

Como Escrever um Final Coerente?

Atualizado: Jan 2

Descubra como grandes escritores finalizam seus livros.



Como terminar meu livro? Qual o melhor caminho a seguir?

Suponho que se você está lendo isso, é porque essas são perguntas frequentes nos seus pensamentos, que estão te deixando receoso na hora de concluir sua história. Mas calma! Esse artigo vai te orientar e lhe dar um norte para achar seu final perfeito.


Ordem, Desordem e Ordem


Para começarmos nossa análise, é preciso dizer que toda história começa com uma “ordem”, ou seja, tudo está bem quando estamos no início da leitura. Existe uma paz em todos os aspectos. É quando o protagonista leva uma vida sem problemas, os personagens secundários também, e não há conflitos externos. Tudo está em ordem.


Mas então, algo que não estava nos planos dos personagens acontece. Algo muda suas rotinas, e ai está a nossa “desordem”. É a partir desse ponto que a história fica interessante, pois temos conflitos e desafios que deverão ser superados. Problemas que precisam ser resolvidos, para que a “ordem” seja restabelecida. Quando os esses problemas cessarem, novamente tudo estará bem.


Entretanto, isso não significa que as coisas vão voltar a ser como eram na ordem de antes: será uma nova paz, em que os personagens estarão mais maduros após passarem pela desordem, o ambiente também estará transformado, e tudo ficará melhor do que antes. Esse é o desfecho, voltarmos para o começo, para a ordem, mesmo que de uma maneira evoluída.



A Cena Obrigatória que Você Tem que Escrever


Sabemos que o desfecho precisa restabelecer a ordem. Ele precisa resolver um problema, senão, seus leitores ficaram decepcionados. Sabe por quê? Porque no início da história, quando seu personagem tem um desafio, e os leitores estão cientes disso, eles já imaginam o conflito resolvido. Isso é chamado de “Cena Obrigatória”, a qual Robert Mekee, escritor de filmes, afirma:


“A cena obrigatória (também conhecida como crise), é um evento que o publico tem de ver antes da história acabar. A cena é chamada de obrigatória, pois ao ter estimulado a imaginação da audiência a antecipar esse momento, o escritor é obrigado a manter sua promessa e mostra-la ao publico.”


Por isso, seu desfecho também deve resolver todos os problemas de forma coerente. Já que entendemos a finalidade de um bom desfecho, você pode estar se perguntando: Mas de que forma eu faço isso?


Simples. O desfecho precisa acontecer de forma “Inevitável e Inesperada”, como disse Aristóteles.


Essa frase carrega todo o segredo de um final perfeito.


"Inevitável e Inesperado" - Aristóteles

Inevitável, porque é o que realmente precisava acontecer. Não há outra saída coerente a não ser esta, e você deve convencer o leitor disso. Os fatos foram evoluindo até chegarem aqui, e você colhe o que plantou no início da sua história.


Inesperada, já que você também deve surpreender o seu leitor com esse final, de uma maneira que as coisas fluíram de um jeito que ninguém esperava.


E se ainda estou em duvida?


James Petterson, autor de best-sellers, certa vez deu um conselho interessante. Ele afirmou que se está em dúvida entre finais coerentes para sua historia, liste-os e escolha o mais absurdo.








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